Topo
Jamil Chade

Jamil Chade

Conta fake é denunciada por ataques contra jornalistas e acadêmicos

Jamil Chade

23/09/2019 08h26

 

GENEBRA – Acadêmicos denunciam uma conta falsa nas redes sociais, usada para atacar jornalistas e pesquisadores. A professora de Desenvolvimento Internacional na University of Bath e antropóloga, Rosana Pinheiro-Machado, revelou o caso em seu twitter. Ela explica que @JucaParanhos "é um perfil fake para ataque a jornalistas e acadêmicos".

"Com mulheres ele é ainda mais violento. Um grupo grande de jornalistas se reuniu e identificou fácil sua identidade", explicou. "Sua base é Genebra. Diz que certas mulheres são mal comidas. Chamou @Haddad_Fernando de assassino e diz para acadêmicos colocarem uma bala na cabeça", afirmou Rosana. "Tudo na covardia do anonimato. Agora ele terá que lidar com a denúncia na Policia Federal e administrativamente", escreveu.

Rosana Pinheiro-Machado ainda indicou que os prints ja foram todos registrados em cartório. "E a identidade foi super fácil de identificar (O cara ainda é burro!). Ele terá que responder em várias esferas", declarou. Ela, porém, não revelou o nome do suspeito.

As mensagens foram apagadas depois que a história foi apresentada. Nos prints, @JucaParanhos recomenda a um dos acadêmicos a pegar "o revólver e atirar na cabeça". Em outro, ele escreve: "puxa o gatilho. Sua vida acadêmica terminou".

Contra Haddad, o perfil insiste que o ex-prefeito "sempre agride sua mulher". "Várias denúncias nas delegacias da mulher". Aos jornalistas, ele acusa de "desonesto", "picareta" e outros ataques.

O perfil, que apoia Jair Bolsonaro e Sérgio Moro, ataca também o chanceler Ernesto Araújo e um dos conselheiros do Planalto para assuntos internacionais, Filipe Martins.

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Com viagens a mais de 70 países, Jamil Chade percorreu trilhas e cruzou fronteiras com refugiados e imigrantes, visitou acampamentos da ONU na África e no Oriente Médio e entrevistou heróis e criminosos de guerra.Correspondente na Europa há duas décadas, Chade entrou na lista dos 50 jornalistas mais admirados do Brasil (Jornalistas&Cia e Maxpress) em 2015 e foi eleito melhor correspondente brasileiro no exterior em duas ocasiões (Prêmio Comunique-se). De seu escritório dentro da sede das Nações Unidas, em Genebra, acompanhou algumas das principais negociações de paz do atual século e percorre diariamente corredores que são verdadeiras testemunhas da história. Em sua trajetória, viajou com dois papas, revelou escândalos de corrupção no esporte, acompanhou o secretário-geral da ONU pela África e cobriu quatro Copas do Mundo. O jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparencia Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti.

Sobre o blog

Afinal, onde começam os Direitos Humanos? Em pequenos lugares, perto de casa — tão perto e tão pequenos que eles não podem ser vistos em qualquer mapa do mundo. No entanto, estes são o mundo do indivíduo; a vizinhança em que ele vive; a escola ou universidade que ele frequenta; a fábrica, quinta ou escritório em que ele trabalha. Tais são os lugares onde cada homem, mulher e criança procura igualdade de justiça, igualdade de oportunidade, igualdade de dignidade sem discriminação. A menos que esses direitos tenham significado aí, eles terão pouco significado em qualquer outro lugar. Sem a ação organizada do cidadão para defender esses direitos perto de casa, nós procuraremos em vão pelo progresso no mundo maior. (Eleanor Roosevelt)